segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Amostragem de fertilizantes para caracterização


A amostragem de fertilizantes é um procedimento de grande importância que dá início a avaliação de um produto, caso ela não seja realizada com o devido critério de acordo com as normas e técnicas necessárias, todo o processo subsequente poderá ser comprometido.
Cada produto a ser amostrado possui um grau de dificuldade a ser realizado, que são influenciados pela sua formulação. Uma vez definido o lote a ser amostrado, deve-se verificar a quantidade de sacos a serem amostrados. Os procedimentos para coleta e preparo de amostras de fertilizantes estão fundamentados conforme IN nº_10, vinculada do Decreto nº 4.954 de 10/01/2004, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O produto a ser amostrado deve ser escolhidos ao acaso, em diferentes níveis e posições para que a amostra seja representativa do lote, permitindo assim a homogeneização do produto. Para a coleta de produtos ensacados deverá ser utilizada uma sonda (de PVC ou Aço Inox), de tubo duplo perfurado com ponta cônica. Ainda que não se tenha uma metodologia especifica para amostragem em “big-bag”, é conveniente adotarmos um procedimento baseado na IN n° 10 art.27, para coleta de produtos acondicionados em embalagens maiores de 60kg.

Conhecido como quarteação um processo muito importante também é a separação da amostra que deve ser feita obedecendo a uma metodologia definida que pode ser manual ou por quarteador de Jones. Após ser quarteada a amostra deverá ser acondicionada em sacos plásticos limpos e em seguida lacrada. O armazenamento é uma parte do processo que influencia diretamente na qualidade do produto seja nas suas propriedades químicas ou físicas. Alguns cuidados devem ser tomados para que se mantenha inalterada as características do produto até a época do consumo.
Fertilizantes de liberação controlada

De acordo com o autor Bennett (1996) os fertilizantes de liberação controlada fazem parte de um grupo maior de produtos denominados genericamente de fertilizantes de eficiência aprimorada. Vários produtos, antigos ou novos, estão sendo vistos com amplo interesse devido a modificações recentes no contexto agronômico e ambiental. Estes produtos possuem diferentes modos de ação, sendo os principais: (a) inibidores ou de estabilização, (b) compostos orgânicos sintéticos não revestidos mas de disponibilidade lenta, e (c) fertilizantes
Esses fertilizantes apresentam diversas vantagens se comparados os convencionais em diversas culturas, como arroz, hortícolas e ornamentais (CARVALHO, 2003.), em diferentes tipos de solo, climas e manejos. Experimentos com adubos de liberação lenta, em comparação com adubos sem revestimento, mostram que os primeiros resultam em maior crescimento e menos lixiviação de nutrientes (CECONI,D.E et al, 2007). Como principal desvantagem, os fertilizantes de liberação lenta apresentam custo superior às fontes solúveis, requerendo a adequação das doses nos diferentes sistemas de produção, visando aperfeiçoar o uso do insumo e garantir a produção econômica de mudas.

REFERÊNCIAS 
BENNETT, E. Slow-release fertilizers. Virginia Gardener Newsletter, Blacksburg, v. 11, n. 4, 1996.
CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. 1039.

CECONI, D. E.; POLETTO, I.; LOVATO, T.; MUNIZ, M. F. B. Exigência nutricional de mudas de erva mate (Ilex paraguariensis A. St.-Hil.) à adubação fosfatada. Ciência Florestal, v. 17, n. 1, p. 25 - 32, 2007.
Como objetivo a visita teve a demonstração das diferentes matérias primas para a produção de formulados e entender o processo de mistura destas para a produção dos fertilizantes mistos.

Questões para discussão:
1.      Qual a capacidade produtiva da Empresa? Como está o negocio de fertilizantes no ano de 2015 e qual a perspectiva para os próximos anos?
A capacidade produtiva da empresa gira em torno de 70 a 80 mil toneladas/ano. No ano de 2015 foi produzida apenas 60 mil toneladas. Este ano não foi um dos melhores para a indústria de fertilizantes a crise econômica que aflige o país refletiu também na área tanto  na própria empresa quanto nos consumidores, os produtores, os mesmos se tornaram inadimplentes perante a empresa. Infelizmente a perspectiva para os próximos anos não e das melhores e a previsão de recuperação geral dos prejuízos se torna uma longa expectativa.


2.      A empresa pode produzir a formula NPK que desejar? Quantas formulas a empresa tem registrada no MAPA?
A empresa pode produzir a formula NPK que desejar, mas existe todo um processo a ser realizado até a formula ser registrada no MAPA, que após ser feita todos os testes e analises leva de 30 a 60 para ser liberada e poder ser comercializada. A Adubos Paranaíba tem 500 formulas registradas.


3.      Quais os tipos de análises realizadas no laboratório da empresa? Qual a finalidade de tais análises?
Várias analises são realizadas no laboratório, dentre elas todas as análises químicas e físicas do fertilizante, as análises são baseadas na lei do Ministério da Agricultura, tem por finalidade a observação se o fertilizante está adequado a lei e as necessidades do consumidor.


4.      Quais as matérias primas utilizadas para a produção de fertilizantes mistos? Qual a origem delas?
As matérias primas mais utilizadas pelas empresa são: fosfato, nitrogênio, potássio, ureia, que tem na maioria das vezes origem brasileira, os mais utilizados são adquiridos na Vale Petrobrás – Uberaba e algumas importações.


5.      Qual o enchimento utilizado pela empresa para fechar as formulas? Se não utilizam o que fazem para que isso seja possível?
A empresa não utiliza enchimento, para fechar as formulas se utiliza as próprias matérias primas.


6.      Descreva todas as etapas da produção de fertilizante 08-28-16.
O fertilizante 08-28-16, composto por 08%N total +28%P2O5(SOL.CNA + AGUA) + 16% K2O (SOL EM AGUA) + 3,4%Ca +2,4%S. natureza física: mistura de grânulos – fertilizante mineral misto, modo de aplicação: via solo, origem do produto: nacional, produzido a partir da misturas dessas matérias primas na máquina, depois sendo distribuído no mercado em bags ou ensacado.


7.      Com é produzido o fertilizante revestido? Qual a base do polímero utilizado?
O fertilizante revestido está sendo produzido através da mistura na máquina, utilizando em média uma quantidade de 10L de uma mistura liquida ou 10Kg da substancia em pó para revestir o fertilizante. A empresa utiliza polímeros líquidos e em pó adquiridos em empresas representantes, está trabalhando agora uma nova tecnologia de polímeros chamado Kimcoat.


8.      Descreva as condições de armazeno dentro da matéria prima.
O armazenamento da matéria prima é feito dentro de galpões na sede da empresa, sem muitas exigências e precauções, são alocados diretamente no chão, o galpão contém divisórias para separar as mesmas.


9.      Comente sobre as condições de segurança e meio ambiente na empresa.  
 A empresa em si é segura, e as técnicas de proteção ao meio ambiente também são utilizadas, por ser uma empresa de grande porte as questões de segurança humana e proteção ao meio ambiente são muito visadas e fiscalizações ocorrem periodicamente. 



Roteiro - Visita Vale Fertilizantes

     Durante o 2° semestre do curso de agronomia do Instituto Federal do Triangulo Mineiro foi realizada uma visita técnica a Vale Fertilizantes, localizada na cidade de Uberaba – MG.
 A visita iniciou-se as 10:30 com a apresentação do plano funcional da empresa que tem como política a vida em primeiro lugar e para insto exemplificou os valores e conceitos que a empresa busca como:
 • Visão: Ser a empresa de recursos naturais global número um em criação de valor de longo prazo, com excelência, paixão pelas pessoas e pelo planeta;
• Missão: Transformar os recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável;
• Valores- A vida em primeiro lugar, valorizar quem faz a empresa funcionar ,cuidar do planeta, agir de forma correta ,crescer e evoluir e fazer acontecer.
Como forma de incentivar o elo entre os alunos presentes e a empresa, um estagiário compartilhou com os alunos um pouco da sua experiência e como é feito o processo seletivo. E para o funcionamento da visita a engenheira química Larissa, o estagiário Lucas e a monitora Maria acompanharam toda nossa visita.

Foram abordos vários assuntos como: a formação do produto que é fornecido para as misturadoras, no caso o mais produzido pela empresa o NPK. Além de mostrar a área em que todo o processo acontece. A visita começou pela área de armazenamento de enxofre, depois pelas esferas de armazenamento de amônia, em seguida pelas áreas de produção de nitrogenados, fosfatados, potássico assim como as áreas de carregamento e toda a visita ocorreu com o ônibus da empresa, parando nos pontos específicos, algumas áreas interditadas não puderam ser visitadas. Após conhecermos o complexo, foi oferecido aos alunos o almoço dentro mesmo da empresa, em seguida retornamos a sala para a despedida.